estou cansado do adeus que ainda não chegou, na vontade de partir no corpo do eterno viajante. são apenas murmúrios o que me deste em troca, mesmo que ainda tenhas balbuciado na palavra de um qualquer esquecimento. já não sei o que te dizer.

fico parado ao cair da noite, como se fosse o último dia. o dia de te ver novamente abraçada por essas vertigens que me falas, horas a fio. desejar o corpo, o corpo marinho, marulhado pela tua existência de sal. habitas esse lado que anoitece o dia, a memória de te perder invadiu-me nessa linha de mar que juntos ainda habitamos, ou teimamos em ainda habitar.

não sei que lado do olhar te posso dar ou deixar. quero agora mostrar-te a paisagem coberta pela intensa neblina marítima, aqui nestes campos que nos limitam o horizonte.


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