desenhar-te por dentro do silêncio. uma sombra, um pedaço do corpo que se estende para a salsugem. pauta que faz areia. corpo que encontra a pele. memória que constrói o mar. entre a pele e o mar há um lápis que encontra o movimento, entre o corpo e a memória há um silêncio. e, para lá dos sulcos na areia, somos um momento de sal que permanece no horizonte.


2 comentários:

Terra.Corpo disse...

Rosa dos ventos no teu olhar. Que escreve, chama e caminha sobre a pele do corpo que se refresca na lentidão solene das nuvens. “Aprumo as linhas dos meus dedos nos teus e deixo-os poisados” sobre as tuas mãos que me encontram por detrás da paisagem. Corpos salgados sonoros sinceros como as ondas ali ao lado. Esperando o tempo de regressar com o sol até ao fundo de si e dançar na luz o branco do silêncio.

Ema

sergodinho disse...

Por detrás da paisagem solar, o silêncio. As palavras já não se escrevem, as palavras já não cabem na fímbria da luz. Cheios de mar, os corpos, essas moradas inteiras, dançam com a luz e com o sal por dentro de si.

Sérgio