se fores um passageiro errante,
escreve-me na pele.
abre um movimento com os teus braços
e vem para cá.

pousa as tuas mãos nas minhas
e deita-te na sombra do meu corpo.

não temos tempo para falar.

há na pele um sentido que a voz não pode tocar.

vem,
pelo meus braços e escreve-me,
poro a poro, nas rugas inteiras,
para que eu não te esqueça
e que um dia me lembre de voltar a sonhar.

nils frahm - corn (fonte: youtube.com)

2 comentários:

Terra.Corpo disse...

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Fernando Pessoa

sergodinho disse...

Obrigado Ema.