Ouve-me.
O corpo também fala.
Há palavras que não cabem na boca.
As palavras não existem na paisagem em que me deito. Contigo.
Não temos signos. Temos o calor do corpo e o pulsar das veias.
Temos o coração que bate. O coração que fala.

Ouve-me.
Na minha pele os poros respiram.
Aproxima-te. Escuta-me com a tua.
Podes sentir o pulsar do meu peito que bate rente ao teu.
Vamos enrolar os corpos. Um no outro.
Vamos falar.

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