há a voragem dos dias que chega aos teus pés.
paras, devagar
de corpo aceso
para a luz que cresce
na tua sombra.

há o silêncio que te entra pela boca
e que entorpece a tua voz.
com as mãos pousadas no tempo
e os sentidos rentes ao chão,
o corpo fala contigo
e contigo o dia acende a ponta dos teus dedos.

e há o recado que te escrevo
para o leres com as tuas mãos.



esmerine - sprouts (fonte: youtube.com)

2 comentários:

Nuno disse...

“Viver de mãos acesas não é fácil,

viver é iluminar” Eugénio de Andrade

sergodinho disse...

Totalmente de acordo.